terça-feira, 29 de julho de 2008

Como começar?

"Com licença, eu posso entrar? Eu sei que a casa também é minha, mas ela já tem tanto de nós que nem me sinto à vontade pra chegar assim sem avisar, sem marcar hora, sem ao menos um prefácio..."

[ A fé em nós - Maíra Viana ]


É, meu primeiro post do blog. Não sei bem ao certo porque resolvi fazê-lo. Acho que necessitava de um espaço "neutro" pra jogar meus sentimentos, pensamentos e idéias. Como assim?! Bem, tem dias que fica complicado "falar com alguém". Tenho os melhores amigos e amigas que extistem e parentes que são verdadeiros tesouros. Mas, mesmo assim, tem dias que só a gente consegue entender a gente, né?! E tem dias que nem isso! rs

Enfim... num desses dias fiquei lembrando do passado. É, do passado. Estranho querer começar(que dá a sensação de futuro) falando do que já aconteceu. Mas, eu mesma não disse que escreveria quando fosse necessário?! Pois bem, o farei.

Certa vez, fiquei horas tentando definir o que sentia por uma das pessoas mais importantes da minha vida... e, um tempo depois, resolvi transpor aquele sentimento em um poema. Poema que depois de meses, acabei mostrando pra muitas pessoas em um concurso. Mas até bem pouco antes, nem o próprio "homenageado"(digamos assim), sabia.
Não sei dizer bem ao certo se o sentimento acabou. Acredito que não. Acredito que ele se "transformou". É, se modificou. Pra falar a verdade, tenho certeza que ele ficou até mais forte. Do tipo que quando sei que o outro está feliz, está sorrindo... seja motivo pra que eu também sorria, pra que eu também fique feliz. Às vezes até sem motivo, mas se sei que está bem... é o que importa.
Pode parecer amor mal resolvido, ou algo assim. Mas tenho consciência plena que não é isso. Fiquei por um bom tempo afastada dele. Um bom tempo querendo "esquecer" aquilo que era quase que um respirar... necessário todos os dias.
A princípio achei que nunca conseguiria esquecer. Que nunca conseguiria esquecer aquele que disse que seria pra vida toda. Aquele que sabia até mais de mim do que eu mesma. Aquele que me fazia acreditar que se eu choro hoje, é porque amanhã será muito melhor.
Quem errou?! Ninguém. Ou os dois. Ele, por acreditar nos sonhos dele... e eu, nos meus e nos dele. Eu, por achar que sempre seguraria a onda... e ele, por achar que eu seguraria. Complicado?! Sim, foi. Mas resolvi seguir. "Os caminhos não são tão simples, temos que seguir..."

E segui. E seguimos. Ele da forma dele... e eu, da minha. Mas sempre pensei que a ligação existiria de algum forma. E não estava errada... permanecimento! Depois de um ano afastados, com pouquíssimo contato... chegou o dia do reencontro. E eu estaria cara a cara com ele, no mundo dele. Fui... e foi uma das melhores coisas que pude fazer em minha vida. Tive a certeza que éramos, somos e seremos sempre muito mais que amantes, ou amados. Seremos corpo e alma. Amigo e amiga. Cúmplices. E aqueles eternos loucos felizes que ficam até às 5h da manhã conversando no msn... hahahaha, como a vida é boa! E, mesmo que a gente ache que ela tá contra algumas vezes, ela puxa o tapetinho que existe embaixo dos pés e mostra que sempre acha o caminho certo. Sempre, independente do tempo que isso possa levar.

O poema que eu fiz?! Eis aqui:

A descoberta de um sentimento

O que sinto é algo diferente
Maior que qualquer gesto ou sinal
Um sentimento puro sem igual.
Livre de qualquer sutileza e maldade
Sagaz, quando aguçado; puro, quando necessário
Diria que é saudade, assim seria o contrário
Diria que é carinho, assim seria amizade
Tudo perderia o brilho, sem a mesma intensidade.
Dias passam, pessoas novas conheço
Sem que nenhuma delas me traga do sol
A suave luz que em teu olhar reconheço.
Tua presença faz dos minutos, séculos sem fim
E até enfrento tal força que explode dentro de mim.
Habitas no mesmo mundo das palavras e dos sentidos
O que me faz acreditar num certo dia
No qual direi com meu ser de todo convencido
Do meu sentimento pleno que se descobria.
Teu sorriso de torna necessário
Ao que me parece ser viver
Não é de dependência que aqui falo
Mas de uma gota que me faz enriquecer.
Minhas pobres palavras pode o tempo apagar
Mas preciosos detalhes pra sempre hão de ficar
Tal qual o desabrochar da flor, a água beijando o chão
O vento para o calor, uma chuva de verão.
Após muito refletir, pude firmar conclusão
Do que habita em meu peito, do fundo do coração.
É o mais antigo sentimento, a mais forte emoção
O desejo de estar perto e se perder na amplidão
Sentir então tua pele, o canto da tua voz
Transformar o eu e o tu num sonoro e harmônico nós
A única felicidade em meio às atribulações
É saber que estas bem e vives vida melhor
E seja assim como for, com pitadelas de dor
Acabo por concluir que o que sinto é amor.



Cometi um sério erro há um tempo atrás. Quando disse a uma terceira pessoa que esse poema era pra mesma. Mas ele não chegava aos pés de tal sentimento. Não mesmo. Claro que quando falei, achava que seria merecedor... mas, me enganei. E que erro! Como pude comparar uma pessoa que realmente mudou minha vida com uma que simplesmente me fez acreditar nisso durante um tempo?! Mas, acho que hoje... a pessoa nefasta sabe que não foi pra si. E sim, pr'aquele que será sempre o primeiro homem da minha vida.

Parece um texto de recaída?! Não mais. Nosso tesouro está na estante. Guardado como uma lembrança boa, pra todo momento. E quero que ele seja feliz a cada segundo, do fundo do coração, dos melhores sentimentos já conseguidos. E melhor de tudo?! Ter a certeza que é recíproco! Obrigada, essa é a palavra... serei eternamente grata. Grata porque com ele aprendi o verdadeiro sentido de amar, de dividir... e aí é que encontro forças pra me aventurar quando meu coração salta e as borboletas voam em minha barriga.


E aí, vamos viver?! Vamos!


T.
Let yourself in!





3 comentários:

Anônimo disse...

"E não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver! Vamos nos permitir!"

Amiga, super me identifiquei com vários trechos disso, um deles colei no msn! Adorei seu cantinho, virei aqui sempre visse?

;*

Anônimo disse...

Eita... essa era a minha menininha... cadê Tassinha... cadê Tassinha!?

Ooooooooooooi... virou mulher, gente grande... amadureceu! Um amor de verdade, com V maiúsculo é pra sempre.

Assim como ele estava lá, quando você apresentou o poema ao mundo...acho validíssimo ele ler este post... ah, deixa ele ler, vai...
Sei que vai amar!

Eu tenho muito orgulho de você, filha linda e amada! Acho muito bom que vocês estejam vivendo esta amizade plenamente...

Que linda maneira de começar um blog!

Te amo!

:)

Anônimo disse...

Tássia, estou aqui pra dizer que você, amiga, é uma pessoa incrível! Adorei seu post! Gostei muito mesmo!
E o poema...a, nem tenho o que falar dele, eu recitei na faculdade, ele é ótimo! =]
Sério, adorei tudo o que você escreveu, tá ótimo! Como sempre, uma fofura! ^^
Amiga, te amo!